Reconhecimento do céu e o uso de aplicativos

RECONHECIMENTO DO CÉU—AS CONSTELAÇÕES

Apesar das diversas tecnologias que nos auxiliam no reconhecimento do céu, é importante conseguir fazer o reconhecimento a olho nú. Este reconhecimento vai auxiliar na tarefa de localizar planetas, constelações, equador celeste, galáxias, nebulosas, etc.

Embora inicialmente possa parecer uma atividade difícil, quando começar a observar com mais atenção, verá que existe um certo padrão no céu. Algumas constelações serão mais fáceis de localizar, outras nem tanto.

TÉCNICA NA IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS CONSTELAÇÕES

Constelação é qualquer um dos 88 grupos imaginados de estrelas que aparecem na esfera celeste, e que têm nomes de figuras religiosas ou mitológicas, animais ou objetos. O termo também se refere às áreas delimitadoras na esfera celeste que contêm os grupos de estrelas.

Se formos nos referir às constelações astronômicas (que também incluem as 12 do zodíaco), devemos antes salientar que das 88 constelações classificadas pela União Astronômica Internacional nem todas podem ser vistas dos dois hemisférios. Desta forma, podemos dizer que as principais, no hemisfério sul, são: Órion, a mais fácil de se localizar pelo fato de três das estrelas que a compõem serem bem características (as Três Marias); e o Cruzeiro do Sul, talvez a constelação mais famosa do hemisfério sul e também fácil de se localizar. No hemisfério norte, as principais são: Ursa Maior e Ursa Menor, também são facilmente identificáveis, mas apenas no hemisfério norte. Uma das estrelas que compõem a Ursa Menor, a Estrela Polar (Polaris) está quase que situada sobre o pólo norte celeste, por isso, quando observamos essas duas constelações durante toda a noite, conseguimos observar as outras constelações como que girando em torno delas por causa do movimento de rotação da terra. Mas esse movimento é bem relativo.

Figura 1: Estrela dupla na constelação Ursa Maior (Mizar e Alcor)
Figura 1: Estrela dupla na constelação Ursa Maior (Mizar e Alcor)
Figura 2: Três marias e nebulosa e Órion
Figura 2: Três marias e nebulosa e Órion

Para quem desejar aprofundar este reconhecimento, sugiro que adquira um livro voltado para astronomia. Um excelente ponto de partida seria o Astronomia para Leigos.

Dados do livro:

Autor: Stephen P. Maran
Categoria: Ciência
Edição: Tradução da 2ª Edição
Número de páginas: 336
ISBN: 978-85-7608-509-6

Em outra postagem falei mais sobre o livro: caso queira saber mais sobre ele, clique no post: https://unidospelaastronomia.wordpress.com/2015/09/10/quero-estudar-astronomia-qual-livro-comprar/

UTILIZAÇÃO DE SOFTWARES PLANETÁRIOS

Durante seu aprendizado, ou para facilitar a busca por objetos celestes, você poderá usufruir da tecnologia para seu auxílio. Seguem alguns aplicativos:

Stellarium:

Disponível gratuitamente para computador, no site www.stellarium.org, porém pago para celular (valor mais simbólico), este software permitirá uma rápida e precisa localização dos objetos celestes, o que ajuda bastante na hora de fotografar. Este aplicativo é bastante útil para o planejamento prévio das fotografias, pois poderemos ver em que momento e localização o astro a ser fotografado vai aparecer, além de diversos dados, como azimute, altura, magnitude, etc. Estes dados são importantes para decidirmos qual equipamento utilizar.

Após a instalação do Stellarium, o leitor poderá introduzir a sua localização, para que o programa mostre uma simulação em tempo real da posição dos astros na esfera celeste, podendo ainda avançar e recuar no tempo, como bem entender. Esta ferramenta proporciona inúmeras possibilidades, tais como a procura de um determinado planeta, estrela, galáxia ou nebulosa, mostrando-lhe onde estes se encontram localizados em determinado momento. É um aplicativo de fácil utilização, e rapidamente você já terá dominado seu uso.

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Google Sky Maps:

Para auxiliar no reconhecimento dos principais astros, a usabilidade do aplicativo é muito simples. Basta apontar seu celular ou tablet para o céu e o Google Sky Map informa quais são os objetos celestes daquela localização em tempo real. Para melhorar, o aplicativo conta com a opção de zoom, permitindo que você “chegue bem perto” do seu planeta ou estrela favorita.

O aplicativo ainda conta com uma “Viagem do tempo” que permite ver como será o cosmo no futuro ou como foi no passado. Ele é gratuito, vem em inglês e está disponível para dispositivos com Android 1.6 ou superior.

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Este aplicativo pode ser encontrado na loja Google Play, ou diretamente no endereço: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.google.android.stardroid&hl=pt_BR

Heavens Above:

Um outro site onde podemos obter muitas informações e gerar cartas celestes é o Heavens Above, e pode ser acessado em http://www.heavens-above.com/ , ele é extremamente útil para localizar passagens da ISS e satélites, vale bastante a pena conhecer.

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A DIFERENCIAÇÃO DOS ASTROS E A SUA CORRELAÇÃO COM A ECLÍPTICA

Vimos anteriormente que alguns dos astros observados a olho nu como estrelas são na realidade planetas, como é o caso de Vênus, que muitas vezes chamamos de estrela da manhã ou da tarde, ou ainda, estrela d’alva. Apesar de ser possível confirmar se determinado astro é uma estrela ou planeta, através dos aplicativos acima, alguns fatores simples podem ajudar no momento de distinguir entre um planeta e uma estrela.

O primeiro diz respeito à cintilação das estrelas, que na realidade é um efeito consequente da instabilidade da nossa atmosfera, já que as diversas camadas que a compõe estão em diferentes pressões e temperaturas.

A cintilação das estrelas é causada por diferenças entre os índices de refração de células atmosféricas vizinhas. A aparente variação em cor enquanto a estrela cintila pode ser notada quando a estrela está muito perto do horizonte, e tem a mesma causa da própria cintilação: quando a estrela está perto do horizonte, de forma que sua luz atravessa uma camada atmosférica mais espessa até chegar aos olhos do observador, e se o ar está muito turbulento, a contínua variação na direção em que os raios são refratados pode fazer com que, em um dado momento, certas cores cheguem aos olhos do observador e em outros momentos não cheguem, parecendo que a estrela está “piscando colorido”.

A olho nu, ou mesmo com auxílio óptico, as estrelas vistas a partir da Terra são sempre percepcionadas como pequenos pontos luminosos com um diâmetro inferior a meio segundo de arco. Os planetas, por terem um diâmetro aparente superior às estrelas e por serem percepcionados a partir da Terra como pequenos discos com vários segundos de arco quando observados através de um telescópio, não apresentam cintilação óbvia como as estrelas, brilhando no céu como pontos de luz fixa, a não ser que se encontrem perto do horizonte.

Existe ainda uma segunda forma de localizar os planetas: eles se encontram a poucos graus da linha Eclíptica (o plano da órbita terrestre em volta do sol). Trata-se da linha imaginária do trajeto descrito pelo Sol, do amanhecer ao entardecer, diariamente.

Dentro deste trajeto estão contidos todos os planetas, assim como a Lua e o Sol. A importância de conhecer as constelações serve exatamente para podermos identificar as estrelas que as compõem, percebendo com facilidade se existe um astro “a mais” (por exemplo, um planeta) comparativamente com as estrelas catalogadas nas cartas celestes em qualquer constelação.

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