Eclipses: Solar e Lunar

ECLIPSES: SOLAR E LUNAR

Um eclipse resulta da ocultação temporária, total ou parcial, de um astro pela interposição de outro objeto celeste entre este e o observador (como é o caso do eclipse do sol), ou pela entrada desse objeto celeste na sombra de outro (como é o caso do eclipse da Lua).

Durante o eclipse solar, duas áreas bem definidas são projetadas na superfície terrestre: a umbra e a penumbra. Confira o modelo esquemático a seguir:

SISTEMA01

A área umbral, ou seja, a área na qual a umbra se apresenta, é onde se manifesta o eclipse de forma total, onde fica totalmente escuro durante o eclipse. Já a área penumbral é aquela onde o eclipse ocorre apenas parcialmente, com uma breve sombra.

Devido as variações da distância da Terra ao Sol (do periélio ao afélio) e da Lua à Terra (do perigeu ao apogeu), pode ocorrer uma pequena diferença de diâmetro aparente de ambos os astros. Assim, dependendo dessa distância, não se chega a formar uma sombra por completo, mas apenas um “ponto preto”, que seria a Lua, em menor tamanho aparente, passando em frente ao Sol diante de sua visão na Terra.

Afélio é o ponto da órbita de um astro em que sua distância em relação ao Sol é máxima. Periélio é o ponto mais próximo de um astro em relação ao Sol.

No Apogeu a Lua está no ponto mais distante de sua trajetória programa de afiliados ao redor da Terra, e no Perigeu a Lua está o mais próximo dessa trajetória, que é elíptica.

Portanto, quando a Lua está perto da Terra e a Terra está longe do Sol, forma-se uma sombra completa, e quando a Lua está mais longe da Terra, forma-se uma sombra incompleta. Desse modo, classifica-se os eclipses solares em:

  • Eclipse solar total: quando toda a luz do sol é ocultada pela Lua

  • Eclipse solar parcial: quando apenas parte da luminosidade solar é ocultada pelo disco lunar.

  • Eclipse anular: quando o tamanho da Lua não é o suficiente para encobrir toda a área do sol, formando um “anel” em volta do satélite natural da Terra.

  • Eclipse híbrido: quando o eclipse é total em alguns pontos de visão e anelar em outros, em virtude do grau de inclinação da órbita lunar.

    SISTEMA02

Já o eclipse lunar ocorre toda vez que a Terra fica entre o Sol e a Lua, exatamente na linha de intersecção de sua órbita com a da Lua, a chamada “linha dos nodos”, e sempre que a Lua está na fase cheia, conforme figura abaixo:

SISTEMA03

Quando isso ocorre, a Lua entra na chamada zona de “umbra” (ou sombra), ou “penumbra” da Terra e fica totalmente ou parcialmente invisível durante alguns minutos.

Quando um corpo extenso (não pontual) é iluminado por outro corpo extenso definem-se duas regiões de sombra:

  • umbra: região da sombra que não recebe luz de nenhum ponto da fonte.

  • penumbra: região da sombra que recebe luz de alguns pontos da fonte.

Acontece que a lua, de acordo com a inclinação de sua órbita, pode passar apenas perto da região de “umbra”, causando um eclipse parcial, ou mesmo um eclipse “penumbral” quando ela apenas atravessa a região de penumbra. Este último não pode ser percebido a olho nu, porque a lua permanece praticamente com o mesmo brilho.

Diferentes estágios do eclipe. Indianápolis, Estados Unidos Fonte: http://www.timeanddate.com/eclipse/facts-lunar-eclipse.html
Diferentes estágios do eclipe. Indianápolis, Estados Unidos
Fonte: http://www.timeanddate.com/eclipse/facts-lunar-eclipse.html

A principal diferença do eclipse lunar e do eclipse solar, que pode ser percebida por nós, é que o eclipse lunar pode ser avistado de qualquer parte do hemisfério terrestre que estiver voltado para a Lua. Já um eclipse solar só pode ser avistado do chamado “caminho do eclipse”, que é o caminho que a “umbra” da lua (a ponta do cone) percorre na superfície terrestre quando a lua se encontra entre o Sol e a Terra.

Outra diferença é que os eclipses solares costumam durar apenas cerca de 7 minutos, enquanto que o eclipse lunar pode durar até pouco mais de 3 horas, embora a fase total dura cerca de 1h.

ATENÇÃO!!

Observar o Sol é muito interessante e ao mesmo tempo exige cuidados. Várias medidas de segurança devem ser respeitadas para que estas observações não prejudiquem a visão. Observar diretamente o Sol sem o equipamento correto pode implicar em danos irreversíveis aos olhos. As células responsáveis pela visão quando expostas à radiação ultravioleta presente na luz solar durante período prolongado podem eventualmente sofrer queimaduras ou até mesmo pararem de funcionar durante um período de tempo levando em casos extremos à cegueira permanente.

Para garantir a segurança e o conforto necessários à observação, são necessários filtros específicos que barram a parte nociva da luz incidente.

Os filtros mais encontrados aqui no Brasil são os em folha Baader e Thousand Oaks. Ambos devem ser utilizados na lente objetiva do equipamento. Sempre que for fotografar o Sol, utilize estes filtros como proteção.

Até a próxima,

Edinaldo

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