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Atualmente, onde adquirir equipamentos para astronomia?

Olá!

Em meados de 2015 (mais precisamente em Julho), escrevi um artigo intitulado “Dicas de como adquirir equipamentos diante da crise“, pois estávamos na iminência de dias negros para a astronomia aqui no Brasil, e infelizmente estava certo.

negociando

O dólar pipocou, e a loja referência aqui no Brasil (estou falando do Armazém do Telescópio), teve que encerrar as atividades neste triste ano de 2016, deixando órfãos milhares de astrônomos e aspirantes à astronomia, o que foi um grande golpe.

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Qual a relação entre nossos olhos e a visão do cosmo?

Olá,

Somente é possível observamos e registrarmos a beleza do mundo graças aos nossos olhos, porém, apesar de serem “câmeras bem avançadas”, possuímos algumas limitações. Falaremos um pouco sobre o comportamento da nossa visão, e como usar esse conhecimento no momento da astrofotografia.

CONES

Cones são as células capazes de distinguir cores. A imagem fornecida pelos cones é mais nítida e mais rica em detalhes. Há três tipos de cones, cada um especializado na captação de diferentes comprimentos de onda – Longos, médios e curtos, que são mais conhecidos no mundo da fotografia como RGB (Red, Green e Blue), ou seja, um que se excita com luz vermelha, outro com luz verde e o terceiro com luz azul, e a partir destas cores se formam todas as outras. O gráfico abaixo mostra a sensibilidade de cada tipo de cone para todo o espectro de luz visível, com um comprimento de onda entre 380 e os 750 nanômetros (é a subunidade do metro, correspondente a 1×10−9 metro, ou seja, um milionésimo de milímetro ou um bilionésimo do metro. Tem como símbolo nm.

Espectro de Luz Visível
Espectro de Luz Visível

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Técnica HDR para astrofotografia de grande campo, pode ser uma boa?

Olá,

Hoje vou falar um pouco sobre a utilização da técnica HDR aplicada à astrofotografia de grande campo, apresentando uma comparação entre duas fotos que o pessoal gostou bastante.

Não aprofundarei muito na técnica HDR, visto que existe muito material sobre o assunto, mas deixarei algumas referências para quem quiser aprender mais.

Veja abaixo uma fotografia tirada em frame único, com alguma edição:

Foto original, sem técnica HDR - ƒ/3.5 - 18mm - 30s - ISO 1600
Foto original, sem técnica HDR – ƒ/3.5 – 18mm – 30s – ISO 1600

Agora veja a mesma foto com a técnica HDR aplicada (HDR falsa, depois explicarei):

Mesma fotografia com técnica HDR aplicada.
Mesma fotografia com técnica HDR aplicada.

Consegue perceber que na segunda fotografia aparecem bem mais detalhes? Que chegam a parecer que foram desenhados? Na verdade, este destaque se deve justamente à técnica HDR.

Quer aprender como fazer fotografias em HDR? Dê uma olhada neste tutorial: http://www.dicasdefotografia.com.br/o-guia-definitivo-da-fotografia-hdr/

Na minha edição utilizei o Lightroom e o Photomatix (citado no artigo do link), ele é bem simples e gera fotografias em HDR de forma rápida.

Outros links sobre HDR:

Basicamente o que a fazemos é adquirir três ou mais fotografias com exposições diferentes. Geralmente tiro uma foto com a exposição “ideal”, e a partir dela, tiro uma subexposta (mais escura) e outra sobre-exposta (mais clara), daí utilizo o Photomatix para fazer a fusão entre as três fotografias.

E o que eu ganho com isto? Simples: vão aparecer mais detalhes, que ficariam perdidos em uma fotografia de frame único, veja o exemplo:

Exemplo de HDR - Fusão
Exemplo de HDR – Fusão

Daí pensei: porque não aplicar a técnica nas astrofotografias de grande campo? E até que deu certo.. 😀

Citei o termo HDR “falsa”, na verdade, neste tipo de técnica, eu tiro a foto “ideal”, e no programa de edição (Photoshop, Lightroom, etc) aumento a exposição da foto e salvo, faço outra sub-exposta e salvo, para daí integrar no Photomatix, ou seja, não tiro efetivamente três fotos, mas apenas uma, e altero a exposição via software. Isso é muito bom para fotografias em movimento, onde não tenho como tirar três exposições idênticas.

É isto, façam seus testes…boas fotos!

Edinaldo Oliveira

Perfil Altimétrico da nossa Lua: conheça a ferramenta QuickMap Act-React.

Olá,

Hoje trago uma ferramenta extremamente útil para observadores, estudiosos e astrofotógrafos da nossa Lua: a ferramenta QuickMap Act-React (NASA). Mas o que ela faz?

O que ela faz de mais “básico” é o perfil altimétrico da Lua, mas o que seria isso?

Após a leitura do relevo lunar através do altímetro a laser da sonda lunar robótica americana LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), foi possível obter um modelo “topográfico” lunar e uma grade geodésica*  possibilitando assim a geração da ferramenta “Path” do QuickMap Act-React, que é disponibilizada para qualquer um através do site: http://target.lroc.asu.edu/q3/

* Num plano de duas dimensões, a geodésica é a menor distância que une dois pontos tal que, para pequenas variações da forma da curva, o seu comprimento é estacionário. A representação da geodésica em um plano representa a projeção de um círculo máximo sobre uma esfera. Assim, tanto na superfície de uma esfera ou deformada num plano, a reta é uma curva, já que a menor distância possível entre dois pontos somente poderá ser curvada, pois uma reta necessariamente precisaria, permanecer sempre num plano, para ser a menor distância entre pontos. – Wikipédia

quickmap
QuickMap Act-React da NASA

Ao acessar a página (imagem acima), aumente o mapa (zoom) usando o ícone “+” no canto superior esquerdo da tela ou vá dando duplos cliques sobre a região de interesse, com isto, a região vai dando um zoom e destacando a área que é de seu interesse.

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Foco no infinito e ISO, as vezes é um problema.

Olá,

A postagem de hoje é um pouco da experiência ruim que passei na última aventura fotográfica noturna. Tive a oportunidade de visitar um local praticamente livre de poluição luminosa e sem nuvens, um céu extremamente limpo, onde era possível ver praticamente de tudo que há no céu noturno, uma beleza!

Quer saber mais sobre poluição luminosa? Leia o artigo: O que é a poluição luminosa? E porque ela é tão ruim para a astronomia?

Tudo bem! Exagerei um pouco na dificuldade na fotografia de campo rsrsrsrs
Tudo bem! Exagerei um pouco na dificuldade na fotografia de campo rsrsrsrs

Quase sempre utilizo minha Nikon D3200, que na verdade é uma DSLR de “entrada” da Nikon, e que não é lá essas coisas…e para “piorar”, utilizo a lente do kit (uma 18-55mm, motorizada), que termina criando alguns problemas que até eu percebo.

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Qual a relação entre abertura do telescópio e da lente de uma câmera?

Olá,

Hoje farei um post bem simples (realmente bem simplificado, não esperem análises mais profundas rsrsrs), sobre uma questão que me fizeram essa semana, e que já tive também: afinal, qual a diferença quando falo que um telescópio tem abertura de 200mm e que possuo uma lente 200mm para minha câmera DSLR?

Universidade do Havaí aprova construção de supertelescópio

De início, escutava o pessoal falando que o telescópio tal tinha 150mm de abertura, ao mesmo tempo que escutava que o fotógrafo tinha uma lente 50mm ou 200mm, daí pensava inicialmente que se tratava da mesma medida (pois é…parece um absurdo olhando agora, mas não sei por qual razão pensava que se tratava da mesma medida). Daí veio o segundo pensamento absurdo: ora, então eu com uma lente 200mm, conseguirei captar muito mais informações do que um telescópio 150mm por exemplo, só que não é bem assim….

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01 ano com telescópio e alguns comentários.

Olá,

Neste mês de Outubro/2015 vai fazer um ano que adquiri meu primeiro telescópio, o Skywatcher Maksutov-Cassegrain 90mm com EQ1 e vários acessórios. Posteriormente adquiri uma câmera planetária dedicada CCD (Expanse) e uma DSLR da Nikon (D3200), mas e aí? Irei elencar alguns pontos que julgo importantes, e trazer artigos publicados aqui no blog, que falam de forma mais completa sobre cada tópico.

beginner-astrophotography-kit

Bom, particularmente gosto muito das astrofotografias de grande campo, então, o telescópio vem me servindo como complemento nas fotografias, no caso, quando desejo capturar astrofotografias lunares e de outros planetas. Quando adquiri este telescópio, foi justamente pensando na astrofotografia, tanto que minha experiência em observação utilizando ele é bem pouca.

Veja aqui um review sobre o Maksutov Cassegrain 90mm

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Já ouviu falar sobre aluguel de telescópio remoto?

Olá,

Durante os últimos dias vinha pesquisando sobre algum telescópio de pequeno porte para astrofotografias de céu profundo, mas o único 114mm com montagem virtuoso que eu encontrei não me agradou muito (o estado do equipamento, valor e etc…sou meio exigente mesmo rsrsrsrs).

Foi quando percebi, em um grupo de astrofotografia, uma foto postada por alguém que alegou utilizar um telescópio remoto para fazer o registro, e isto me chamou bastante a atenção. Troquei uma ideia com o colega e logo depois fiz algumas pesquisas, e pude verificar que o aluguel de telescópio remoto já é algo que ocorre de forma bem frequente fora do Brasil.

v4webcams-i (1)

Bom, diante do alto custo de bons equipamentos, pensei em fazer alguns testes com estes telescópios remotos, e vou dar um breve relato sobre o que achei do serviço.

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Mostra de Time-lapses Astronômicos – III CNDA

Olá,

Passando aqui para divulgar a primeira mostra de Time-Lapses astronômicos promovida pelo mesmo grupo que organiza o CNDA. Seguem informações:

mostra-time-lapse

 

Mais informações, continue lendo…

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Como fazer startrails (rastro de estrelas)?

Olá,

Neste artigo de hoje vou explicar de forma bem prática como começar a fazer fotografias de rastro de estrelas (ou startrails, em inglês), não sabe do que se trata isso? Veja a foto abaixo:

Fotografia do astrofotografo Miguel Claro, original em: http://www.miguelclaro.com/wp/?portfolio=startrail-church-noudar
Fotografia do astrofotografo Miguel Claro, original em: http://www.miguelclaro.com/wp/?portfolio=startrail-church-noudar

É algo bastante simples, mas que por vezes algumas pessoas possuem dúvidas a respeito (as vezes confundem pensando que foi uma fotografia de chuva de meteoros), no início eu apanhei um pouco para pegar a técnica, de forma que tentarei ser o mais prático possível, para que mesmo você não possuindo conhecimentos intermediários sobre fotografia possa efetuar estes registros, que considero uma boa entrada no mundo da astrofotografia.

ATENÇÃO!! Como não sou fotógrafo profissional, não me prendi aos por menores da fotografia, ora por simplificação do texto, ora por desconhecimento mesmo. Caso tenha alguma crítica, favor colocar nos comentários aqui no final do texto. De qualquer forma deixei alguns vídeos que podem esclarecer melhor determinados assuntos.

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