EPA – Escola Pública de Astrofotografia

Olá,

Conforme citado em post anterior, estou desenvolvendo um projeto chamado EPA: Escola Pública de Astrofotografia.

Aos poucos irei alimentando a plataforma com um conteúdo estruturado para iniciantes e aspirantes à fotografia de astros.

Para conhecer melhor, basta acessar o link abaixo e fazer um rápido cadastro.

http://www.aprenderlivre.com.br/moodle/course/view.php?id=1889

Acompanhe nas nossas redes sociais o lançamento de novas aulas. Futuramente irei preparar simulados para que possamos atestar o conhecimento adquirido no curso.

Até a próxima,

Edinaldo Oliveira

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Como ocorre o fenômeno de formação das fases da lua?

Olá,

Meu nome é Priscila e está é a minha primeira participação no blog, Sou astrônoma e astrofotógrafa amadora e você pode conferir o meu trabalho neste link do astrobin:

http://www.astrobin.com/users/Priih.gomes/

Sou também graduanda no curso de  licenciatura em física, agora que vocês já sabem um pouco sobre mim, vamos ao que interessa!

Já reparou que a lua sempre está com uma configuração diferente no céu?! Há dias em que ela está cheia e outros que ela nem esta visível. Esse fenômeno chama se fases da lua. Você sabe como ele ocorre? Não?! Explicarei como ocorre este fenômeno, vamos lá?

explorando-ciclo-lunar-2Este fenômeno ocorre devido ao movimento da Terra, Lua e o Sol. Sabemos que estes três astros estão em constante movimento. A lua em movimento de translação (clique aqui para saber mais) na órbita da Terra  e a Terra, por sua vez, em translação na órbita do Sol.  Você pode conferir uma simulação da translação da Terra em torno do sol neste link: http://daed.on.br/astro/movimentos-da-terra , recomendo também que leia o artigo sobre o lado oculto da lua (https://unidospelaastronomia.wordpress.com/2015/09/02/a-verdade-sobre-misterioso-lado-oculto-da-nossa-lua/).

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Lançamento da ESCOLA PÚBLICA DE ASTROFOTOGRAFIA

ATENÇÃO!!

Segue piloto da Escola Pública de Astrofotografia.

http://www.aprenderlivre.com.br/moodle/enrol/index.php…

No momento temos três aulas disponíveis. Estou tentando manter as aulas rápidas, para que facilite o aprendizado.

Plataforma moodle, exige um cadastro, que acredito não ser difícil de fazer.

Quem tiver sugestão, pode deixar aqui.

Conteúdo disponível até o momento:

AULA 01

INTRODUÇÃO

Conceito geral sobre a astrofotografia

Visão do autor

Objetivos do curso

AULA 02

DADOS E COMPLEMENTOS ESSENCIAIS

Sistema Horizontal ou Altazimutal de Coordenadas

Pontos Cardeais

Azimute

Altura/Ângulo de Elevação

O diâmetro angular de um objeto

AULA 03

Visão – o comportamento do olho humano na captação da cor e da luz

Cones

Bastonetes

A pupila e a adaptação noturna

Magnitude – brilho das estrelas e outros objetos

Magnitude aparente

Limites do olho humano

Missões Apollo, lado “oculto” da lua, sons misteriosos e a teoria conspiração.

Olá,

Mais uma vez vi circular uma matéria especulativa acerca da Lua e seus mistérios “ocultados” pela NASA, enfim, rolou de forma intensa em todos os veículos na Internet.

Trata-se da reportagem “Astronautas da Apollo 10 ouviram barulho estranho atrás da lua“. A matéria original, da gravação de assovios agudos – com um total de uma hora de duração – foi apresentada na na série “Os documentos inexplicáveis da Nasa “, do canal de televisão a cabo Discovery Channel (quando vejo estes títulos…enfim, a Discovery já foi mais rigorosa, mas parece que tá entrando na moda E.T. do History).

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Veja o site oficial sobre a missão Apollo11: http://www.nasa.gov/content/apollo-10-was-moon-landing-rehearsal-eft-1-preps-for-trips-beyond

Em um artigo publicado aqui anteriormente, já falei sobre as falácias do lado “oculto” da Lua, leia aqui: A verdade sobre o misterioso lado “oculto” da nossa lua.

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Qual o real formato do planeta Terra?

Olá,

Em meio à grande notícia de ontem (A detecção das ondas gravitacionais, conforme previsto por Einstein há 100 anos e publicado no LIGO – comunicado de imprensa ), gostaria de de ratificar um assunto que parece ainda criar complicações (principalmente nas mentes complicadas), acerca do formato do nosso planeta Terra. Não vou nem entrar no mérito dos que discutem se a Terra é plana ou não, pois este assunto já foi debatido em outro artigo (e dói bastante pensar que algumas criaturas ainda discutem isto, em pleno esplendor da ciência, cujo feito se assemelha ao apontamento de Galileu, com sua luneta, para o céu, espaço e todo um cosmo.

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Inicialmente, vou destacar parte de um capítulo do Módulo 01 do curso de cosmologia do ON, conforme coloco aqui: “Conhecer o tamanho e a forma do nosso planeta era vital para o desenvolvimento da astronomia. O primeiro vestígio de que a Terra não era plana veio dos navegadores. Em terra firme, as irregularidades da superfície mascaram a curvatura da Terra. No entanto, em alto-mar, quando este está bem calmo, esta curvatura é perfeitamente notada ao vermos que um navio que se afasta misteriosamente desaparece abaixo do nível do mar no horizonte distante.
Mas isto poderia nos levar a imaginar que a Terra tem a forma de um cilindro. No entanto, este fenômeno ocorre em todas as direções, o que nos faz supor que a Terra é redonda. […] Mesmo assim os antigos ainda podiam argumentar que somente uma parte pequena da Terra havia sido explorada e, portanto, somente esta parte seria esférica. As partes remotas poderiam ter outra forma.
Hoje, ninguém mais pode ter dúvidas sobre a forma da Terra. Ela não é
perfeitamente esférica uma vez que o diâmetro de um pólo ao outro é 42 quilômetros
menor do que o diâmetro no equador. No entanto, é errado dizer que a Terra tem a forma de uma tangerina. O diâmetro da Terra no equador é de cerca de 6500 quilômetros e a diferença de 42 quilômetros não significa muita coisa a não ser que a Terra é muito menos achatada do que qualquer tangerina ou parente dela.
As medições mais recentes, bastante precisas e delicadas feitas principalmente por satélites artificiais, mostram que o nosso planeta tem uma forma que se assemelha, muito ligeiramente, a uma pêra. Mas, cuidado ao afirmar isto. A Terra não tem a forma de uma pêra! Se quiser ser técnico, diga que a Terra tem a forma de um esferóide oblatado.
É importante lembrar que o conhecimento de que a Terra era redonda não foi perdido nos séculos seguintes. Assim, nem Vasco da Gama, nem Cristóvão Colombo, nem Pedro Álvares Cabral, nem qualquer outros dos grandes navegadores ou qualquer dos seus contemporâneos com cultura, tinham medo de cair da borda da Terra durante suas viagens para o oeste na tentativa de achar um caminho marítimo para as Índias.”

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O tempo nublou, e agora? O que fotografar?

Olá,

Apesar de ser verão, o que tipicamente quer dizer muito sol aqui no Nordeste, estamos passando por um inverno atípico, onde a maioria dos dias está com céu nublado, ou seja, para um astrofotógrafo isto significa guardar os equipamentos por alguns dias, semanas ou até meses. Mas será que não podemos aproveitar nossa câmera DSLR para fazer outros tipos de registros??

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Quando comecei na astrofotografia de grande campo, aprendi o básico para fotografar este tipo foto, em condições de pouca iluminação (afinal vou fotografar um céu escuro), o que implicaria em ter que aprender alguns conceitos da fotografia, como ISO, abertura, tempo de exposição e foco (estes conceitos são extremamente básicos na astrofotografia). Mas, já que tinha aprendido um pouco a fotografar sem luz, será que não poderia arriscar algumas fotografias na luz? Afinal, o significado da palavra fotografia é a”arte ou processo de reproduzir imagens sobre uma superfície fotossensível (como um filme), pela ação de energia radiante, esp. a luz.

O mais interessante, quando comecei a pesquisar dicas sobre fotografias, é que percebi que diversos fotógrafos, profissionais, apresentavam dificuldades quando tentavam adentrar no mundo da astrofotografia, pois parece que esta possui algumas peculiaridades que exigem ajustes técnicos por parte do fotógrafo que “gosta da luz”.

De certa forma fiz o caminho inverso: primeiro iniciei meu aprendizado na fotografia diretamente na astrofotografia (não sabia nada de fotografia), após isto, comecei a tentar algumas fotos aqui e acolá, como forma de aprendizado (até hoje, pois ainda estou longe de conseguir boas fotografias).

Aproveito aqui para deixar minha galeria no Flickr, que pode também ser acessada aqui pelo blog: https://www.flickr.com/photos/133337700@N03/albums

Hoje existe muito material disponível no youtube e alguns livros com preços bem acessíveis, além, claro, de muitos grupos no facebook, sobre o assunto.

Aproveitei para explorar técnicas como HDR, Macrofotografia, Fotos mais conceituais, e por aí vai, e já vai me rendendo bastante material.

Deixo abaixo alguns links para quem quer iniciar:

É isto! Boas fotos! Quem quiser, pode deixar nos comentários o link do seu trabalho no flickr.

Edinaldo Oliveira

Técnica HDR para astrofotografia de grande campo, pode ser uma boa?

Olá,

Hoje vou falar um pouco sobre a utilização da técnica HDR aplicada à astrofotografia de grande campo, apresentando uma comparação entre duas fotos que o pessoal gostou bastante.

Não aprofundarei muito na técnica HDR, visto que existe muito material sobre o assunto, mas deixarei algumas referências para quem quiser aprender mais.

Veja abaixo uma fotografia tirada em frame único, com alguma edição:

Foto original, sem técnica HDR - ƒ/3.5 - 18mm - 30s - ISO 1600
Foto original, sem técnica HDR – ƒ/3.5 – 18mm – 30s – ISO 1600

Agora veja a mesma foto com a técnica HDR aplicada (HDR falsa, depois explicarei):

Mesma fotografia com técnica HDR aplicada.
Mesma fotografia com técnica HDR aplicada.

Consegue perceber que na segunda fotografia aparecem bem mais detalhes? Que chegam a parecer que foram desenhados? Na verdade, este destaque se deve justamente à técnica HDR.

Quer aprender como fazer fotografias em HDR? Dê uma olhada neste tutorial: http://www.dicasdefotografia.com.br/o-guia-definitivo-da-fotografia-hdr/

Na minha edição utilizei o Lightroom e o Photomatix (citado no artigo do link), ele é bem simples e gera fotografias em HDR de forma rápida.

Outros links sobre HDR:

Basicamente o que a fazemos é adquirir três ou mais fotografias com exposições diferentes. Geralmente tiro uma foto com a exposição “ideal”, e a partir dela, tiro uma subexposta (mais escura) e outra sobre-exposta (mais clara), daí utilizo o Photomatix para fazer a fusão entre as três fotografias.

E o que eu ganho com isto? Simples: vão aparecer mais detalhes, que ficariam perdidos em uma fotografia de frame único, veja o exemplo:

Exemplo de HDR - Fusão
Exemplo de HDR – Fusão

Daí pensei: porque não aplicar a técnica nas astrofotografias de grande campo? E até que deu certo.. 😀

Citei o termo HDR “falsa”, na verdade, neste tipo de técnica, eu tiro a foto “ideal”, e no programa de edição (Photoshop, Lightroom, etc) aumento a exposição da foto e salvo, faço outra sub-exposta e salvo, para daí integrar no Photomatix, ou seja, não tiro efetivamente três fotos, mas apenas uma, e altero a exposição via software. Isso é muito bom para fotografias em movimento, onde não tenho como tirar três exposições idênticas.

É isto, façam seus testes…boas fotos!

Edinaldo Oliveira

Motores de acompanhamento para montagem EQ1, algumas comparações.

Olá,

Como devem já saber, utilizo uma montagem equatorial 1, para meu Maksutov Cassegrain 90mm, e utilizo motorização na mesma, desde que comprei meu telescópio. No entanto, essa semana comprei um novo motor que apareceu lá no armazém do telescópio, e gostaria de fazer algumas comparações.

Antes de tudo, gostaria de deixar claro que este artigo é apenas sobre uma “primeira impressão” deste novo motor.

Para entender mais sobre o assunto, recomendo a leitura de dois artigos do Rodrigo Andolfato:

eq1-motor-large-horz

A princípio, diria que não existe um melhor que o outro, visto que um possui vantagens que o outro não tem, daí vou destacar os pontos fortes de cada um.

O motor atualmente disponível para EQ1 no armazém do telescópio é este: http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/montagem/motorimd-eq1-detail

Motor 9V com motor já acoplado:

M1-1 M1-2

  • Ele é bem menor e mais compacto do que o motor de passo atualmente vendido, o que ajuda e muito na hora de transportar o equipamento (quanto menos fios e acessórios na hora de subir no telhado, melhor);
  • A bateria e ajuste de velocidade fica na própria caixinha que acoplamos no eixo de ascensão reta;
  • Usa apenas uma bateria de 9v, que dura bastante e é bem mais em conta;
  • Ajuste de velocidade mais complicado, uma vez que vamos girando o controle na mão.

Motor de passo atualmente vendido no armazém:

M2-2 M2-3 M2-3

  • Motor suporta uma maior carga;
  • Maior precisão nas velocidades, uma vez que basta apertar o motor para a respectiva velocidade;
  • Alto valor das pilhas é um gasto extra (4 pilhas grandes, tipo D, com duração média de 40 horas de uso);
  • Muitos fios, bolsa para pilhas, isso é um pouco chato na hora de carregar o equipamento.

Apesar de tudo, no final das contas, continuo com minha dificuldade no alinhamento, pois ainda estou longe de conseguir 1 minuto sem arrasto (tempo este que sei que é possível com este setup), assim, neste ponto, meu acompanhamento continua o mesmo tanto com um como com o outro motor.

Até a próxima,

Edinaldo Oliveira

Blog sobre astronomia com ênfase na astronomia observacional, fotografia/astrofotografia e processamento de imagens, além de debates sobre ciência, tecnologia e nossa existência no cosmos

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