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Solstícios, Equinócios e a astrofotografia

No decorrer do ano, o movimento de translação da Terra (movimento que a Terra, ou um planeta, executa em torno do Sol de forma elíptica. Esse movimento influencia nas estações do ano) parece provocar lentamente uma espécie de dança do Sol na esfera celeste.

Observe que em alguns meses o Sol está em uma janela e em outros é possível ver ele se pondo de outra janela ou da varanda. Enquanto esta dança do Sol vai ocorrendo ao longo dos 365 dias do ano, outras danças ocorrem, como por exemplo a Lua, que, no seu movimento de translação em torno do nosso planeta, vai nos mostrando diversas fases, desde uma discreta aparição à iluminação total na noite.

SOLSTÍCIOS E EQUINÓCIOS

A inclinação do eixo de rotação da Terra, aliada ao seu movimento de translação, interfere na quantidade de incidência de raios solares recebidos na superfície terrestre. Como resultado, têm-se a existência das estações do ano (Primavera, Verão, Outono e Inverno) e uma diferença na duração dos dias e das noites, ao longo do ano.

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Conceito geral sobre a astrofotografia

Olá,

Podemos dizer que a astrofotografia é uma área, ou ramo, da fotografia, na qual o objetivo é registrar objetos celestes.

A astrofotografia é praticada tanto de forma amadora como de forma profissional, embora algumas vezes seja difícil conceituar a linha que separa o amador do profissional. Nesta área, nosso objetivo é fotografar eventos e/ou objetos relacionados ao espaço, como planetas, nebulosas, galáxias, satélites, etc.

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Este ramo da fotografia, apesar de possuir um enfoque estético e artístico, muitas vezes contribui de forma valorosa com a ciência, e isso é muito interessante. O enfoque do presente curso é dar a possibilidade de começarmos a fazer registros do céu noturno, apenas com o aspecto artístico da fotografia, sem adentrar em teorias da astronomia desnecessárias, inicialmente, para esta prática, nos possibilitando iniciar nossa carreira nesta maravilhosa área da fotografia sem as amarras pesadas da astronomia, apenas com a intenção de contemplar o céu e registrar suas maravilhas.

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EPA – Escola Pública de Astrofotografia

Olá,

Conforme citado em post anterior, estou desenvolvendo um projeto chamado EPA: Escola Pública de Astrofotografia.

Aos poucos irei alimentando a plataforma com um conteúdo estruturado para iniciantes e aspirantes à fotografia de astros.

Para conhecer melhor, basta acessar o link abaixo e fazer um rápido cadastro.

http://www.aprenderlivre.com.br/moodle/course/view.php?id=1889

Acompanhe nas nossas redes sociais o lançamento de novas aulas. Futuramente irei preparar simulados para que possamos atestar o conhecimento adquirido no curso.

Até a próxima,

Edinaldo Oliveira

Lançamento da ESCOLA PÚBLICA DE ASTROFOTOGRAFIA

ATENÇÃO!!

Segue piloto da Escola Pública de Astrofotografia.

http://www.aprenderlivre.com.br/moodle/enrol/index.php…

No momento temos três aulas disponíveis. Estou tentando manter as aulas rápidas, para que facilite o aprendizado.

Plataforma moodle, exige um cadastro, que acredito não ser difícil de fazer.

Quem tiver sugestão, pode deixar aqui.

Conteúdo disponível até o momento:

AULA 01

INTRODUÇÃO

Conceito geral sobre a astrofotografia

Visão do autor

Objetivos do curso

AULA 02

DADOS E COMPLEMENTOS ESSENCIAIS

Sistema Horizontal ou Altazimutal de Coordenadas

Pontos Cardeais

Azimute

Altura/Ângulo de Elevação

O diâmetro angular de um objeto

AULA 03

Visão – o comportamento do olho humano na captação da cor e da luz

Cones

Bastonetes

A pupila e a adaptação noturna

Magnitude – brilho das estrelas e outros objetos

Magnitude aparente

Limites do olho humano

Como localizar a Via Láctea?

Olá,

Pretendendo tirar uma foto do braço da nossa galáxia (a Via Láctea), mas não sabe como encontrá-la para fazer isto? Passarei aqui algumas dicas básicas para ajudar em sua localização.

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Primeiramente algumas dicas gerais:

  • na semana de lua nova, quando a lua não aparece no céu ou aparece muito fraca. Veja aqui um calendário lunar;
  • longe de cidades, principalmente as grandes. Quanto mais longe, mais fácil capturar o brilho das estrelas devido à falta de interferência luminosa;
  • dias sem nuvens, já que um céu nublado não nos deixa ver as estrelas.

Aproveito e deixo aqui a recomendação de leitura para o artigo: O que é a poluição luminosa? E porque ela é tão ruim para a astronomia?

Sempre que pretendo fotografar a Via Láctea, geralmente vou para um sítio mais afastado do centro urbano (uns 25km), o que me proporciona um céu bem estrelado, inclusive, olhando para o local onde está o braço da Via Láctea, a olho nú, podemos ver uma nuvem cinza, bem clarinha…se conseguir ver isto, com certeza vai tirar boas fotos.

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Técnica HDR para astrofotografia de grande campo, pode ser uma boa?

Olá,

Hoje vou falar um pouco sobre a utilização da técnica HDR aplicada à astrofotografia de grande campo, apresentando uma comparação entre duas fotos que o pessoal gostou bastante.

Não aprofundarei muito na técnica HDR, visto que existe muito material sobre o assunto, mas deixarei algumas referências para quem quiser aprender mais.

Veja abaixo uma fotografia tirada em frame único, com alguma edição:

Foto original, sem técnica HDR - ƒ/3.5 - 18mm - 30s - ISO 1600
Foto original, sem técnica HDR – ƒ/3.5 – 18mm – 30s – ISO 1600

Agora veja a mesma foto com a técnica HDR aplicada (HDR falsa, depois explicarei):

Mesma fotografia com técnica HDR aplicada.
Mesma fotografia com técnica HDR aplicada.

Consegue perceber que na segunda fotografia aparecem bem mais detalhes? Que chegam a parecer que foram desenhados? Na verdade, este destaque se deve justamente à técnica HDR.

Quer aprender como fazer fotografias em HDR? Dê uma olhada neste tutorial: http://www.dicasdefotografia.com.br/o-guia-definitivo-da-fotografia-hdr/

Na minha edição utilizei o Lightroom e o Photomatix (citado no artigo do link), ele é bem simples e gera fotografias em HDR de forma rápida.

Outros links sobre HDR:

Basicamente o que a fazemos é adquirir três ou mais fotografias com exposições diferentes. Geralmente tiro uma foto com a exposição “ideal”, e a partir dela, tiro uma subexposta (mais escura) e outra sobre-exposta (mais clara), daí utilizo o Photomatix para fazer a fusão entre as três fotografias.

E o que eu ganho com isto? Simples: vão aparecer mais detalhes, que ficariam perdidos em uma fotografia de frame único, veja o exemplo:

Exemplo de HDR - Fusão
Exemplo de HDR – Fusão

Daí pensei: porque não aplicar a técnica nas astrofotografias de grande campo? E até que deu certo.. 😀

Citei o termo HDR “falsa”, na verdade, neste tipo de técnica, eu tiro a foto “ideal”, e no programa de edição (Photoshop, Lightroom, etc) aumento a exposição da foto e salvo, faço outra sub-exposta e salvo, para daí integrar no Photomatix, ou seja, não tiro efetivamente três fotos, mas apenas uma, e altero a exposição via software. Isso é muito bom para fotografias em movimento, onde não tenho como tirar três exposições idênticas.

É isto, façam seus testes…boas fotos!

Edinaldo Oliveira

Finalmente uma luz no fim do túnel: Dicas para começar um alinhamento polar.

Olá,

Após meu choro sobre alinhamento no último artigo, surgiu uma luz depois de ler um artigo publicado no blog do Rodrigo Andolfato (clique aqui para ler). Entrei em contato com o colega  Ewertonn Dourado, e o mesmo de forma muito receptiva me deu algumas dicas que ele utiliza para conseguir alinhar sua montagem eq1 + câmera DSLR com a lente de distância focal de 300mm, e parece que depois de muito tempo realmente surgiu uma luz.

IMG_9285

E não é nada tão complicado, tanto que rapidamente consegui fazer tempos de exposição de 30s com minha câmera DSLR na distância focal de 200mm, sem muito esforço…acredito que consiga um tempo maior, se me dedicar alguns minutos a mais (cheguei a conseguir 40s, mas deu um pouco de arrasto e preferi voltar para os 30s, já que estava com preguiça rsrsrsrs).

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Motores de acompanhamento para montagem EQ1, algumas comparações.

Olá,

Como devem já saber, utilizo uma montagem equatorial 1, para meu Maksutov Cassegrain 90mm, e utilizo motorização na mesma, desde que comprei meu telescópio. No entanto, essa semana comprei um novo motor que apareceu lá no armazém do telescópio, e gostaria de fazer algumas comparações.

Antes de tudo, gostaria de deixar claro que este artigo é apenas sobre uma “primeira impressão” deste novo motor.

Para entender mais sobre o assunto, recomendo a leitura de dois artigos do Rodrigo Andolfato:

eq1-motor-large-horz

A princípio, diria que não existe um melhor que o outro, visto que um possui vantagens que o outro não tem, daí vou destacar os pontos fortes de cada um.

O motor atualmente disponível para EQ1 no armazém do telescópio é este: http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/index.php/montagem/motorimd-eq1-detail

Motor 9V com motor já acoplado:

M1-1 M1-2

  • Ele é bem menor e mais compacto do que o motor de passo atualmente vendido, o que ajuda e muito na hora de transportar o equipamento (quanto menos fios e acessórios na hora de subir no telhado, melhor);
  • A bateria e ajuste de velocidade fica na própria caixinha que acoplamos no eixo de ascensão reta;
  • Usa apenas uma bateria de 9v, que dura bastante e é bem mais em conta;
  • Ajuste de velocidade mais complicado, uma vez que vamos girando o controle na mão.

Motor de passo atualmente vendido no armazém:

M2-2 M2-3 M2-3

  • Motor suporta uma maior carga;
  • Maior precisão nas velocidades, uma vez que basta apertar o motor para a respectiva velocidade;
  • Alto valor das pilhas é um gasto extra (4 pilhas grandes, tipo D, com duração média de 40 horas de uso);
  • Muitos fios, bolsa para pilhas, isso é um pouco chato na hora de carregar o equipamento.

Apesar de tudo, no final das contas, continuo com minha dificuldade no alinhamento, pois ainda estou longe de conseguir 1 minuto sem arrasto (tempo este que sei que é possível com este setup), assim, neste ponto, meu acompanhamento continua o mesmo tanto com um como com o outro motor.

Até a próxima,

Edinaldo Oliveira

Perfil Altimétrico da nossa Lua: conheça a ferramenta QuickMap Act-React.

Olá,

Hoje trago uma ferramenta extremamente útil para observadores, estudiosos e astrofotógrafos da nossa Lua: a ferramenta QuickMap Act-React (NASA). Mas o que ela faz?

O que ela faz de mais “básico” é o perfil altimétrico da Lua, mas o que seria isso?

Após a leitura do relevo lunar através do altímetro a laser da sonda lunar robótica americana LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), foi possível obter um modelo “topográfico” lunar e uma grade geodésica*  possibilitando assim a geração da ferramenta “Path” do QuickMap Act-React, que é disponibilizada para qualquer um através do site: http://target.lroc.asu.edu/q3/

* Num plano de duas dimensões, a geodésica é a menor distância que une dois pontos tal que, para pequenas variações da forma da curva, o seu comprimento é estacionário. A representação da geodésica em um plano representa a projeção de um círculo máximo sobre uma esfera. Assim, tanto na superfície de uma esfera ou deformada num plano, a reta é uma curva, já que a menor distância possível entre dois pontos somente poderá ser curvada, pois uma reta necessariamente precisaria, permanecer sempre num plano, para ser a menor distância entre pontos. – Wikipédia

quickmap
QuickMap Act-React da NASA

Ao acessar a página (imagem acima), aumente o mapa (zoom) usando o ícone “+” no canto superior esquerdo da tela ou vá dando duplos cliques sobre a região de interesse, com isto, a região vai dando um zoom e destacando a área que é de seu interesse.

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Foco no infinito e ISO, as vezes é um problema.

Olá,

A postagem de hoje é um pouco da experiência ruim que passei na última aventura fotográfica noturna. Tive a oportunidade de visitar um local praticamente livre de poluição luminosa e sem nuvens, um céu extremamente limpo, onde era possível ver praticamente de tudo que há no céu noturno, uma beleza!

Quer saber mais sobre poluição luminosa? Leia o artigo: O que é a poluição luminosa? E porque ela é tão ruim para a astronomia?

Tudo bem! Exagerei um pouco na dificuldade na fotografia de campo rsrsrsrs
Tudo bem! Exagerei um pouco na dificuldade na fotografia de campo rsrsrsrs

Quase sempre utilizo minha Nikon D3200, que na verdade é uma DSLR de “entrada” da Nikon, e que não é lá essas coisas…e para “piorar”, utilizo a lente do kit (uma 18-55mm, motorizada), que termina criando alguns problemas que até eu percebo.

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