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Eclipses: Solar e Lunar

ECLIPSES: SOLAR E LUNAR

Um eclipse resulta da ocultação temporária, total ou parcial, de um astro pela interposição de outro objeto celeste entre este e o observador (como é o caso do eclipse do sol), ou pela entrada desse objeto celeste na sombra de outro (como é o caso do eclipse da Lua).

Durante o eclipse solar, duas áreas bem definidas são projetadas na superfície terrestre: a umbra e a penumbra. Confira o modelo esquemático a seguir:

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A área umbral, ou seja, a área na qual a umbra se apresenta, é onde se manifesta o eclipse de forma total, onde fica totalmente escuro durante o eclipse. Já a área penumbral é aquela onde o eclipse ocorre apenas parcialmente, com uma breve sombra.

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Reconhecimento do céu e o uso de aplicativos

RECONHECIMENTO DO CÉU—AS CONSTELAÇÕES

Apesar das diversas tecnologias que nos auxiliam no reconhecimento do céu, é importante conseguir fazer o reconhecimento a olho nú. Este reconhecimento vai auxiliar na tarefa de localizar planetas, constelações, equador celeste, galáxias, nebulosas, etc.

Embora inicialmente possa parecer uma atividade difícil, quando começar a observar com mais atenção, verá que existe um certo padrão no céu. Algumas constelações serão mais fáceis de localizar, outras nem tanto.

TÉCNICA NA IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS CONSTELAÇÕES

Constelação é qualquer um dos 88 grupos imaginados de estrelas que aparecem na esfera celeste, e que têm nomes de figuras religiosas ou mitológicas, animais ou objetos. O termo também se refere às áreas delimitadoras na esfera celeste que contêm os grupos de estrelas.

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Diâmetro angular de um objeto

Olá,

O diâmetro angular de um objeto é o seu diâmetro aparente quando observado a partir da Terra, utilizando medidas em graus, minutos e segundos de arco. Essa medida é utilizada na astronomia para medir o tamanho dos objetos na esfera celeste

Da mesma forma que o metro possui a subunidade centímetro ou milímetro, o grau (que se utiliza do símbolo º), também se subdivide em minutos (‘) e segundos (“) de arco. Este tipo de informação é importante para percebermos as distâncias no céu. A medida em graus de uma circunferência é obtida através de sua divisão em 360 partes iguais, e cada parte equivale a 1º (grau), dividindo esse arco de 1º em 60 partes iguais, teremos partes iguais de 1’ (minuto), que ainda podemos dividir em 60 partes, encontrando arcos de 1” (segundo).

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Qual a relação entre nossos olhos e a visão do cosmo?

Olá,

Somente é possível observamos e registrarmos a beleza do mundo graças aos nossos olhos, porém, apesar de serem “câmeras bem avançadas”, possuímos algumas limitações. Falaremos um pouco sobre o comportamento da nossa visão, e como usar esse conhecimento no momento da astrofotografia.

CONES

Cones são as células capazes de distinguir cores. A imagem fornecida pelos cones é mais nítida e mais rica em detalhes. Há três tipos de cones, cada um especializado na captação de diferentes comprimentos de onda – Longos, médios e curtos, que são mais conhecidos no mundo da fotografia como RGB (Red, Green e Blue), ou seja, um que se excita com luz vermelha, outro com luz verde e o terceiro com luz azul, e a partir destas cores se formam todas as outras. O gráfico abaixo mostra a sensibilidade de cada tipo de cone para todo o espectro de luz visível, com um comprimento de onda entre 380 e os 750 nanômetros (é a subunidade do metro, correspondente a 1×10−9 metro, ou seja, um milionésimo de milímetro ou um bilionésimo do metro. Tem como símbolo nm.

Espectro de Luz Visível
Espectro de Luz Visível

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Magnitude – brilho das estrelas e outros objetos

MAGNITUDE – BRILHO DAS ESTRELAS E OUTROS OBJETOS

M41, also known as NGC 2287, is a bright open star cluster located in the constellation Canis Major
M41, also known as NGC 2287, is a bright open star cluster located in the constellation Canis Major

Observando as estrelas, já percebeu como algumas brilham bastante e outras quase não conseguimos ver? Desta forma, podemos concluir que as estrelas possuem intensidade de brilhos diferentes, já que todas estão a distâncias diferentes em relação à Terra, além é claro, de outras particularidades, como diferentes diâmetros, massas, densidades, características espectrais e etc. Para esta intensidade de brilho de determinado objeto, quando percepcionada a partir da Terra, damos o nome de magnitude aparente. Observem que esta magnitude aparente não é associada apenas a estrelas, mas a qualquer objeto celeste natural e até artificiais, como satélites ou a estação espacial, por exemplo.

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Como ocorre o fenômeno de formação das fases da lua?

Olá,

Meu nome é Priscila e está é a minha primeira participação no blog, Sou astrônoma e astrofotógrafa amadora e você pode conferir o meu trabalho neste link do astrobin:

http://www.astrobin.com/users/Priih.gomes/

Sou também graduanda no curso de  licenciatura em física, agora que vocês já sabem um pouco sobre mim, vamos ao que interessa!

Já reparou que a lua sempre está com uma configuração diferente no céu?! Há dias em que ela está cheia e outros que ela nem esta visível. Esse fenômeno chama se fases da lua. Você sabe como ele ocorre? Não?! Explicarei como ocorre este fenômeno, vamos lá?

explorando-ciclo-lunar-2Este fenômeno ocorre devido ao movimento da Terra, Lua e o Sol. Sabemos que estes três astros estão em constante movimento. A lua em movimento de translação (clique aqui para saber mais) na órbita da Terra  e a Terra, por sua vez, em translação na órbita do Sol.  Você pode conferir uma simulação da translação da Terra em torno do sol neste link: http://daed.on.br/astro/movimentos-da-terra , recomendo também que leia o artigo sobre o lado oculto da lua (https://unidospelaastronomia.wordpress.com/2015/09/02/a-verdade-sobre-misterioso-lado-oculto-da-nossa-lua/).

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Qual o real formato do planeta Terra?

Olá,

Em meio à grande notícia de ontem (A detecção das ondas gravitacionais, conforme previsto por Einstein há 100 anos e publicado no LIGO – comunicado de imprensa ), gostaria de de ratificar um assunto que parece ainda criar complicações (principalmente nas mentes complicadas), acerca do formato do nosso planeta Terra. Não vou nem entrar no mérito dos que discutem se a Terra é plana ou não, pois este assunto já foi debatido em outro artigo (e dói bastante pensar que algumas criaturas ainda discutem isto, em pleno esplendor da ciência, cujo feito se assemelha ao apontamento de Galileu, com sua luneta, para o céu, espaço e todo um cosmo.

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Inicialmente, vou destacar parte de um capítulo do Módulo 01 do curso de cosmologia do ON, conforme coloco aqui: “Conhecer o tamanho e a forma do nosso planeta era vital para o desenvolvimento da astronomia. O primeiro vestígio de que a Terra não era plana veio dos navegadores. Em terra firme, as irregularidades da superfície mascaram a curvatura da Terra. No entanto, em alto-mar, quando este está bem calmo, esta curvatura é perfeitamente notada ao vermos que um navio que se afasta misteriosamente desaparece abaixo do nível do mar no horizonte distante.
Mas isto poderia nos levar a imaginar que a Terra tem a forma de um cilindro. No entanto, este fenômeno ocorre em todas as direções, o que nos faz supor que a Terra é redonda. […] Mesmo assim os antigos ainda podiam argumentar que somente uma parte pequena da Terra havia sido explorada e, portanto, somente esta parte seria esférica. As partes remotas poderiam ter outra forma.
Hoje, ninguém mais pode ter dúvidas sobre a forma da Terra. Ela não é
perfeitamente esférica uma vez que o diâmetro de um pólo ao outro é 42 quilômetros
menor do que o diâmetro no equador. No entanto, é errado dizer que a Terra tem a forma de uma tangerina. O diâmetro da Terra no equador é de cerca de 6500 quilômetros e a diferença de 42 quilômetros não significa muita coisa a não ser que a Terra é muito menos achatada do que qualquer tangerina ou parente dela.
As medições mais recentes, bastante precisas e delicadas feitas principalmente por satélites artificiais, mostram que o nosso planeta tem uma forma que se assemelha, muito ligeiramente, a uma pêra. Mas, cuidado ao afirmar isto. A Terra não tem a forma de uma pêra! Se quiser ser técnico, diga que a Terra tem a forma de um esferóide oblatado.
É importante lembrar que o conhecimento de que a Terra era redonda não foi perdido nos séculos seguintes. Assim, nem Vasco da Gama, nem Cristóvão Colombo, nem Pedro Álvares Cabral, nem qualquer outros dos grandes navegadores ou qualquer dos seus contemporâneos com cultura, tinham medo de cair da borda da Terra durante suas viagens para o oeste na tentativa de achar um caminho marítimo para as Índias.”

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ASSOCIAÇÃO MULHER DAS ESTRELAS A.M.E. , já conhece?

Olá,

Hoje venho fazer aqui uma humilde divulgação no blog ( o bichinho ainda não tem milhares de visitas, mas vai melhorar ao pouco, espero 🙂 ).

Você já conhece a ASSOCIAÇÃO MULHER DAS ESTRELAS – A.M.E. ? Caso não, vou compartilhar algumas informações sobre essa associação.

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A AME tem por finalidade estimular as crianças e os jovens a descobrirem os seus talentos e utilizá-los na escolha da carreira. O projeto foi concebido pela Dra. Duília de Mello, com o seguinte projeto:

Considerando a atual falta de interesse dos estudantes em carreiras nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), a AME se concentrará em esclarecer a importância destas áreas para o desenvolvimento da sociedade brasileira.

A AME irá:

1. Promover a ciência como carreira palpável e concreta para todos os jovens e não apenas para “gênios”
2. Educar a população sobre a importância das carreiras STEM para o avanço da sociedade
3. Incentivar a família a apoiar o jovem na busca pelo talento e pela carreira
4. Promover as carreiras STEM junto as minorias e excluídos

A proposta:

Os recursos da AME serão utilizados principalmente em:
i) promoção de eventos em escolas, como ciclo de palestras, workshops e dias dedicados à carreira
ii) instalações de clubes de ciências em escolas, como por exemplo, financiando na compra de pequenos telescópios, planetários infláveis, microscópios, kits de ciência
iii) distribuição de bolsas de iniciação científica para jovens e prêmios aos melhores estudantes
iv) compra de material para fazer propaganda dos eventos patrocinados pela Associação e propaganda da AME
v) preparação de websites explicando as atividades da Associação e educando o jovem sobre a escolha da carreira
vi) patrocínio de feiras de ciência, tecnologia e inovação

Aproveito aqui e repasso a postagem de sua página no facebook, e convido a curtir a mesma, para isto, basta ir lá e curtir, quem sabe ganhe uma surpresinha (além é claro de poder acompanhar debates na área da astronomia, vale a pena).

ame-facebookAté a próxima,

Edinaldo Oliveira

1% de diferença entre Humanos e Chimpanzés: Verdade? E quais as implicações disto?

Olá,

Esta semana assisti um pequeno vídeo do Neil Degrasse Tyson, onde ele explica rapidamente sobre a relação entre o nosso processo de evolução e o cosmos, levantando ainda uma questão sobre a pequena diferença de aproximadamente 1% entre nosso DNA e dos chimpanzés, e o quão assombrosa pode ser essa informação.

Assista o vídeo “Nossa Origem Atômica e um Pensamento Perturbador” (LEGENDADO):

Gosto muito da forma como o Neil Tyson conduz suas palestras e entrevistas, de forma bem mais enérgica, vibrante e brincalhona do que a versão dele na série COSMOS, mas claro, na série ele tinha que manter um tom mais sereno, seguindo a marca deixada por Carl Sagan na primeira versão da série (e em qualquer entrevista, o Carl Sagan era calmo daquela forma)…mas enfim, fiquei pensativo em relação à dois pontos:

  1. a própria questão: como seria uma outra forma de vida inteligente, com apenas 1% de diferença na estrutura de DNA (digamos que “1% para melhor”) quando comparado com o que temos aqui na Terra (nós)? Realmente, deve ser uma diferença absurda (e assombrosa);
  2. aqui a questão que me deixou intrigado: sei da seriedade por parte dele com a ciência, mas fiquei me questionando se essa informação sobre “1% de diferença” seria verdade…será?

Ainda não conhece a série “COSMOS: Uma odisseia no espaço-tempo.” ? Veja uma matéria completa sobre ela: http://www.astropt.org/2014/08/30/cosmos-de-tyson/

Fiz algumas pesquisas, e por coincidência encontrei um bom texto em um site que já conhecia, o texto pode ser lido aqui – e recomendo que leiam, para continuarmos o assunto por aqui -: 1% de diferença entre Humanos e Chimpanzés. O que isso significa?

No texto, é abordada as diversas formas estatísticas de encarar a análise do DNA, e a questão se mostra bem mais complexa.

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O autor do texto informa diversas linhas de análise do DNA, assim, podemos levar em conta os genes propriamente ditos, as sequências intergênicas, ou seja, espaços entre os genes, toda a cadeia, etc. Ou seja, os valores finais podem ser tanto maiores do que 1% ou menores, e agora???

Passei o texto para meu amigo Fábio, solicitando uma ajuda, afinal, ele é biólogo e poderia explicar melhor a questão. E com sua competência de sempre, ele me deu uma explicação simples e plausível, a qual vou transcrever aqui:

“Genética é expressão de cálculo, então tem várias de formas de você apresentar um cálculo ou alguma referência estatística. As referências estatísticas que ele vai mostrando, de fato, são pertinentes, e existe essa questão de que de todo o nosso DNA, apenas 3% dele de fato contém informações.

Deste percentual de 3%, você ainda vai ter as regiões exons e introns, apenas as regiões exons é que expressam informação de fato. Então, várias coisas que o texto comenta são verdadeiras, mas quando falamos que há uma diferença de percentual do material genético de um para o outro, ocorre que escolhemos alguns seguimentos de DNA para fazer a comparação, então de fato não foi comparado o DNA todo, geralmente é feita a comparação dos genes mais importantes, que são aqueles genes que vão determinar formação de órgãos, funcionamento dos órgãos e sistemas, metabolismo, etc, então, considerando os genes de mamíferos, os mais importantes, e fazendo este comparativo, entre primatas e seres humanos, encontraremos essa média referencial de 1%.”

Então, encarando desta forma, podemos aceitar a informação passada pelo Neil durante sua palestra, e passar a refletir mais na questão central: afinal, como seria uma vida inteligente com um 1% de diferença na cadeia do DNA??? Muito provavelmente nós é que seríamos os chimpanzés na história.

Até a próxima,

Edinaldo Oliveira

Quero estudar astronomia, qual livro comprar?

Olá,

Na época que decidi procurar um livro para começar a estudar astronomia de forma um pouco mais séria, me deparei com um problema: qual livro comprar?

Nem sempre é fácil encontrar livros introdutórios na área de astronomia: por vezes são rasos demais, por vezes complexos, por vezes com abordagens parciais e por aí vai. Após muito pesquisa, vi um livro que me chamou mais a atenção: Astronomia para Leigos.

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Como já adquiri algumas obras, vou de pouco em pouco comentar sobre elas, assim, quem tiver interesse em ir montando uma biblioteca, pode pegar mais uma opinião aqui no site.

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